Internet: oportunidade de inovação para o profissional de mídia

Publicado em: novembro 16, 2009.

Por Alex Dias *

Larry Page e Sergey Brin, os fundadores do Google, têm uma máxima que não canso de repetir: “We run this company based on data, not assumptions”. Numa tradução livre, isso significa que as decisões que tornaram o Google uma das marcas mais importantes e valiosas do mundo foram tomadas com base em dados — e não em achismos.

É justamente sobre dados e informações que eu gostaria de escrever hoje. O advento das novas tecnologias trouxe novas maneiras de organizar as informações e disponibilizá-las de modo útil e fácil para os usuários. Trouxe também novas formas de se comunicar, como as redes sociais, e de aproximar anunciantes de seus públicos, como os links patrocinados. Mas, sobretudo, as novas tecnologias trouxeram inovações importantes para o mundo da comunicação. Agências, anunciantes e veículos vivem hoje uma nova realidade de comunicação, cujas possibilidades ultrapassam em muito o tiro certeiro que os comerciais de 30 segundos na TV representavam no passado.

Não é exagero dizer que a Internet se tornou mainstream — e que isso trouxe mudanças profundas para todos, em especial para os profissionais de mídia. Todos nós sabemos como segue importante para marcas e empresas estar no Jornal Nacional, na revista Veja, na Folha de S. Paulo, nos canais de TV a cabo. Mas será que também não é importante estar nos grandes sucessos de público da Internet, como por exemplo, o Orkut — uma comunidade que possui mais de 40 milhões de usuários ativos? Ou no YouTube, que é alimentado pelos usuários com 20 novas horas de vídeo a cada minuto?

Os dados mostram que sim. O Brasil possui hoje cerca de 60 milhões de usuários de Internet — público maior do que revistas e TV paga. No ano passado foram realizadas compras online da ordem de US$ 10,908 bilhões na América Latina, de acordo com um estudo feito pela comScore MediaMetrix para a Visa Inc. O número de visitantes únicos dos 25 maiores sites da região registrou aumento de 29% entre setembro de 2007 e setembro de 2008. No Brasil, que concentra 45% do comércio eletrônico regional, as vendas online dobraram nos últimos dois anos.

Esse cenário se sustenta mesmo em tempos de crise econômica global. Consumidores recorrem cada vez mais à Internet para consultar preços, buscar ofertas e oportunidades. Ter menos dinheiro significa pesquisar e avaliar onde investi-lo melhor. Os internautas também passam mais tempo online se comunicando, em busca de informação ou entretenimento. Todas as interações do usuário com os sites pode ser transformada em dados, o que torna a comunicação entre empresas e consumidores mais científica.

Webmasters podem melhorar suas páginas a partir de análise de como o internauta se relaciona com seu conteúdo. Também a publicidade online é 100% mensurável. Empresas que investem em links patrocinados pagam apenas quando os usuários clicam em seus anúncios — e a quantia paga é determinada pela empresa em questão, o que permite um controle rígido dos investimentos.

Nenhuma opção publicitária oferece a escalabilidade da Internet. Um pequeno anúncio pode ser visto em todo o planeta. Muitos negócios de nichos específicos podem, por meio da Web, gerar negócios suficientes para sobreviver e crescer. Uma empresa, por mais pequena que seja e por menor que seja seu orçamento de marketing, pode sair em busca de oportunidades no mundo. Tudo o que precisa é de um bom produto, um bom serviço e uma conexão. A publicidade na rede é hoje a melhor ferramenta de alcance das empresas para manter uma forte presença na mente dos consumidores.

Mas a publicidade por meio de links patrocinados não é a panaceia universal que vai resolver todos os problemas. Hoje, uma boa estratégia de comunicação deve contemplar também a presença da Internet como um todo, combinando links patrocinados com display, website e por que não redes sociais e YouTube? Além disso, para empresas de maior porte, com demandas mais sofisticadas, a associação de midias on e off-line é capaz de alcançar o público alvo em momentos diferentes com intensidade e relevância distintas.

Se juntarmos esses fatores — a popularidade cada vez maior da Web e sua perfeita capacidade de mensuração –, chegamos a um cenário muito favorável para os profissionais de mídia das agências e de comunicação em geral. Eles têm em mãos uma capacidade única de inovar, gerando oportunidades criativas e eficientes para empresas de todos os portes e segmentos.

Um caso recente e muito comentado é o da presença online do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Durante a campanha, Obama media o interesse do eleitorado por meio de ferramentas online. Abriu canais de comunicação em diversas mídias sociais. E atingiu uma visão privilegiada em relação a seu rival, na medida em que a busca mensurava a procura por um e outro candidato e permitia eventuais correções nas estratégias de campanha. Obama também percebeu que milhões de pessoas acessam a Internet utilizando sites de buscas. E aproveitou o potencial de espaços publicitários próximos aos resultados da procura, separando o que é publicidade e o que é conteúdo de maior relevância para o usuário. O sucesso foi tamanho que mesmo após a campanha, Obama não parou. Hoje continua fazendo bom uso da Internet como mídia preferencial com o público.

As possibilidades de comunicação empresa/consumidores via Internet são muitas e cabem em bolsos de todos os tamanhos, mas não é mais uma opção. Não há nenhum motivo para você não estar na Internet, o seu público já está.

Fonte: Tudo sobre Google


Comente agora esta notícia

Envie seu Comentário. Lembramos que não nos responsabilizamos pelos comentários enviados no site, uma vez que fica sob responsabilidade daquele que escreveu, todas as ações, decorrentes da mensagem.

Nenhum Comentário »


Deixe seu comentario agora


Compartilhe:

Veja Também