No Brasil, Cade aprova parceria de Microsoft e Yahoo!

Publicado em: dezembro 17, 2009.

Nesta quarta-feira (16/12), o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou a parceria entre  Yahoo! e Microsoft no Brasil, uma união para enfrentar o Google, com intercâmbio de tecnologias.

De acordo com a Folha Online, é a terceira autorização concedida para a execução dos negócios entre as duas companhias. A aprovação, anunciada em 29 de julho, ocorre antes dos Estados Unidos e da União Europeia.

Com a autorização do Cade, as companhias podem começar atuar de maneira conjunta no Brasil amanhã. Segundo a advogada Paola Pugliesse, da Le Fosse Advogados, que representa o escritório de advocacia da Microsoft no Brasil, o Link Laters, as empresas devem aguardar as aprovações pendentes.

Pugliesse afirmou que não pode responder sobre assuntos fora do Brasil. “Aqui foi normal, sem nenhuma intervenção [do Google]. O conselheiro [do Cade] examinou em detalhes, e acatou o argumento de que se tratam de empresas de escala para competir nesse mercado”.

Microsoft e Yahoo!
O acordo entre as empresas engloba a busca algorítima e busca patrocinada do Yahoo! e, sem exclusividade, serviços de publicidade contextual do buscador. Já o Yahoo! será responsável pelo relacionamento de vendas para os anunciantes “premium” de busca das duas companhias. A união terá 10 anos de duração.

O Cade estima que pelo menos uma das empresas teve faturamento superior a R$ 400 milhões no Brasil em 2008. De acordo com a comScore, o Google é responsável por 97% das buscas patrocinadas realizadas no Brasil, Microsoft detém 2% do mercado, e o Yahoo!, 1%.

Um documento emitido pelo órgão federal afirmava que a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) tinha observado uma “operação gera concentração horizontal entre os serviços de busca algorítmica e busca patrocinada no Brasil”.

Segundo o texto, “tendo em vista os elementos expostos, a Seae concluiu que a operação não oferece preocupações de cunho concorrencial. A Secretaria de Direito Econômico e a procuradoria do Cade acompanharam a opinião da Seae”.

Fonte: Redação Adnews

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