No dia em que o Brasil parou, o Twitter decolou

Publicado em: novembro 16, 2009.

No apagão de 10 de novembro, emissoras de TV e portais de notícias patinaram na cobertura; enquanto o Twitter se mostrou (mais uma vez) um meio de comunicação eficaz, veloz e independente, graças à possibilidade de atualização via celular.

Por Raquel Camargo

No dia 10 de novembro de 2009, um apagão assolou parte do Brasil. Pela falta de possibilidades de obter informações através de meios de comunicação que dependem da energia elétrica, inúmeros brasileiros recorreram ao Twitter pelo telefone celular. Brasileiros fora da área do blecaute atualizavam as informações, enquanto os afetados pelo apagão consultavam a tela do aparelho.

Vale voltar um pouco no tempo. No dia 11 de março de 1999, uma queda de energia elétrica afetou 70% do Brasil e parte do Paraguai, configurando o episódio como o maior “apagão” ocorrido no país. Teve início às 22h16 em uma subestação de Bauru, São Paulo. Na época, inúmeras emissoras de televisão não tinham geradores e ficaram fora do ar.

Em 2001, iniciou-se o chamado “escândalo do apagão”, uma crise que atingiu o país envolvendo a distribuição de energia elétrica e uma campanha contra o desperdício. Agora, em 10 de novembro de 2009, tudo pareceu um deja-vú. O Brasil se viu às escuras sem razões explícitas.

O microblog Twitter, ferramenta conhecida pela limitação de até 140 caracteres por cada “twittada”, tem sido constantemente usado em situações que geram debate, sendo capaz de hospedar diálogos pulverizados, assíncronos, produzidos e recebidos por muitos indivíduos ao mesmo tempo, constituindo um espaço de “comunicação todos-todos”, como cita Lévy.

Como um dos principais efeitos da transformação em curso, aparece um novo dispositivo de comunicação no seio de coletividades desterritorializadas muito vastas que chamaremos de ‘comunicação todos-todos’(LÉVY, 2003, p.114).

De acordo com estudo divulgado em outubro pelo The Nielsen Company, 18% dos internautas do mundo fazem uso de sites como Wikipedia, Facebook, Twitter e blogs em busca de novas informações.

Veja o artigo completo em: WebInsider

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