O banner de cada dia e os milagres da engenharia
Publicado em: novembro 16, 2009.
O bom e velho banner já completou 15 anos de idade. Muita gente fala mal dele, mas poderíamos ter mais carinho por aquele espaço muitas vezes tão maltratado.
Por George Stein
No último dia 27 de outubro, o banner completou 15 anos de história desde sua primeira veiculação no site da revista HotWired.
Com o objetivo de não deixar essa data passar em branco, resolvi dar uma navegada com olhos mais atentos para ver o que está sendo feito com esse velho ícone da comunicação digital. A única regra foi não buscar em sites especializados de comunicação, onde obviamente encontraria ótimos exemplos, mas sim nos portais e sites de grande tráfego, onde estão os nossos banners do dia a dia.
O resultado dessa pesquisa de aniversário infelizmente não foi uma boa surpresa. A maioria da mídia online que nos impacta realmente fica muito a desejar.
Se você pergunta a um engenheiro ou arquiteto se dá certo construir uma kitinete de cinco quartos, a resposta é não. Mas na publicidade os milagres da engenharia são possíveis. Em um quadradinho que mal cabe uma logomarca, vemos mais informações que anúncio de página quíntupla. Mas atenção: não estou aqui para julgar ou jogar pedra na obra de ninguém, porque nesse caso todos os telhados, inclusive o meu, são de vidro.
Um dos fatores que mais atrapalham o desenvolvimento de boas campanhas de mídia online é a falta de padronização. Cada portal trabalha com formatos diferentes de banner, pesos diferentes, tempos diferentes, com looping, sem looping, com interação, sem interação e por aí vai. Fica muito árdua a tarefa dos criadores de pensar em algo que se encaixe em todas as especificações daquela gigantesca planilha de mídia.
Outro aspecto importante é a catequização dos clientes sobre o que funciona e o que não funciona em um banner. Não dá pra colocar todo o histórico da empresa mais a oferta, as características do produto e um “clique aqui” bem grande e chamativo. É preciso bom senso acima de tudo para não gerar peças que parecem novelas divididas em frames. Nenhum consumidor está a fim de “assistir” banners.
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